quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dia: 08/08/08 - Milho Verde-Diamantina, 45km



Milho Verde – Diamantina 45km 08/08/08
Acordei cedo arrumei as coisas na bike e já me preparei para partir, o café demorou um pouco. Comi bem e as 8 já estava na estrada, as pernas estavam boa neste dia bem relaxadas pelo descanso. Rápido eu já estava em São Gonçalo do Rio das Pedras, prometi que da próxima vez que passar por aqui vou ficar um pouco neste vilarejo pois é bem bonito, com rio cristalino que corta cidade.
O trecho que segue até o Vau é muito bonito e desce bastante, rendeu bem esta parte. Depois do Vau começa subir um pouco mas tranqüilo, pois as pernas estavam boa, aproveitei e parei bastante para desfrutar da paisagem. O trecho da nascente do rio Jequitinhonha é muito bonita, tem uma ponte antiga que rendeu uma bela foto. Um pouco mais próximo de Diamantina se avista um pico do lado direito bem alto e imponente, fiquei com vontade de conhecer lá. Acho que a vida dos tropeiros antigos não era tão ruim assim vivam viajando e vendo estes lugares lindos, mas antigamente tinha muitos assaltos hoje é um pouco mais tranqüilo! Acho que na vida passada (se existir estas coisas) eu era bandeirantes, tropeiro, caixeiro viajante ou algo do tipo, pois como eu gosto de viajar!
As meio dia cheguei em Diamantina, terminou a viajem, um pedaço da promessa estava cumprida só faltava a outra metade!!! Como foi bom estes dias nas estradas, espero em breve estar realizando a outra parte da viajem. Pois ainda falta chegar em Paraty e depois no Rio de Janeiro! Acho que minha vida de cicloturista está só começando pois junto com os quilômetros conquistados também nasceram muitos sonhos de viajens futuras.

Dia: 07/08/08 - Milho Verde



07/08/08 Milho Verde
Acordei as 9 horas da manhã, desta vez bem relaxado pois não tinha pressão de ter que pedalar no dia, tirei este dia para descansar em Milho Verde e conhecer um pouco mais. Pela manhã sai e fui até cachoeira do moinho, ela recebe este nome pois tem um moinho de fubá de pedra na beira da cachoeira. Que paisagem incrível, a vegetação de cerrado se confunde com as pedras e um fio de aguá cristalina corre por entre as pedras formando poços de águas límpidas, e um pouco mais abaixo a cachoeira. Passei a manhã toda nela me banhando e descansando.
Voltei as meio dia e o almoço já estav no fogão de Dona Lourdes, que comida maravilhosa. Comi bastante e dei uma descansada, conversei um pouco da vida com Dona Lourdes, é impressionante a sabedoria deste povo do interior, pouco viajaram ou leram mais tem conhecimento da vida de dar inveja.
Pela tarde sai e fui conhecer a cachoeira do piolho, fica um pouco distante cerca de três km do centro de Milho Verde, resolvi ir caminhando pois já estava enjoado de andar de bike. É uma cena meio estranha, pois você chega num paraíso natural e topa de frente com a pobreza. Logo que comecei a descer a trilha que leva a cachoeira me deparei com umas casas de pau-a-pique, e umas crianças vieram correndo para me pedir dinheiro dizendo que era para comprar caderno. Devem ter se acostumado com os visitantes e já montaram até discurso!
Mas tirando isto a cachoeira do piolho é bem gostosa, passei a tarde me banhando no seu poço, e relaxando. Bem no finalzinho tarde subi até Milho Verde. Curti a ultima noite lá com um passeio para ver as estrelas, já me batia um sentimento de nostalgia de deixar aquele lugar. Acho que os viajentes aventureiros sofrem deste problema, pois estamos a procura de lugares e situações diferentes das que vivemos no cotidiano, e quando chegamos num lugar como este da uma vontade de ficar, mas temos que continuar e seguir em frente poiis também nos interessa cumprir a nossa meta. Fui para a pousada jantei, e fui descansar, pois ainda faltava um dia de pedal.

dia: 06/08/08 - Serro - Milhho Verde, 20km



Acordei cedo e tomei um café da manhã reforçado, a casa desta dona que eu fiquei é muito boa de comida, muitas pessoas da cidade vão até lá só para tomar café da manhã. Sai de Serro por volta das 9 horas da manhã a falta de treino já está sendo sentida em minha perna, estava me sentindo muito cansado e sem animo para pedalar a única coisa que me motivava era a vontade de chegar logo em Milho Verde.
Uma coisa que está sendo muita estranha neste pedal é a fome que ando tendo, a fome foi tanta que tive que para e Três Barras só para comer. Mas até que esta para foi boa pois tem um rio muito bonito que passa bem perto das casas e eu aproveitei e parei para me banhar e refrescar um pouco, como é bom sentir esta liberdade de para onde eu quero e sentir a natureza. Acho que a melhor coisa de viajar de bike é poder sentir esta sensação de liberdade, poder parar na hora quer você quer e desfrutar das belezas naturais.
Segui a diante e meio dia estava em Milho Verde, consegui uma vaga na famosa pousada da Dona Lourdes, e indico esta pousada, realmente muito boa. Uma excelente comida mineira servida no fogão a lenha, comi bastante e fui dar uma descansada. Milho Verde é um lugar maravilhoso, muito conhecido em Minas por suas belezas naturais, um vilarejo no alto de uma montanha de pedra com uma vista maravilhosa, da vontade de ficar La para sempre!
Sai pela tarde e fui dar um passeio e desfrutar de umas cachoeiras. Já conhecia Milho Verde e fui na cachoeira do lajeado, que é bem pertinho do centro. Passei a tarde nesta cachoeira relaxando e repondo energia. Foi a melhor opção fazer a viagem neste sentido, pois assim poderia desfrutar de Milho Verde no final da viagem e aproveitar para repor energias. A noite eu sai para dar uma volta fazer umas ligações, tem dar noticias para os parentes, pois eles ficam muito preocupados quando você viaja sozinho. Curte um pouquinho a noite ao lado da igreja e fui embora descansar.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Dia 5: 05/08/09 Conceição do Mato Dentro - Serro






Este foi sem duvida uns dos dia mais bonitos da viagem. Um cenário maravilhoso de montanhas de pedras, muitas serras e água. O Espinhaço é um verdadeiro paraíso.
Sai por volta das 9 da manhã de Conceição do Mato Dentro, fiz um ritmo tranqüilo e rapidamente já tinha conseguido superar os primeiros 20km até Córregos. Me empolguei tanto que achei ser possível seguir até Milho Verde. Porem não sabia o que me esperava pela frente.
Em Córregos parei para fazer um lanche e não tinha muita coisa saudável, ai tomei uma coca e comi um pacote de bolacha recheada. Ou seja, só gordura e açucares, que mais adiante cobrou seu preço. A comida foi um erro constante nesta viagem, me programei muito mal sobre o que levar para comer durante o pedal.
Saindo de Córregos começa a estrada entra em uma região com muitas montanhas, a paisagem é alucinante de tão bonita. Mas, as subidas são muito duras, você sobe quase que o tempo todo. Que ironia do destino os dias mais bonitos são dias mais duros e cansativos.
O trecho que vai de Tapira até Alvorada de Minas é muito duro mesmo. E no caminho não tem muitos lugares para comer. Bom, um dos grandes elogios meus nesta viagem foi quanto a marcação dos totens da Estrada Real, eles estão muito bem colocados durante o caminho. Mais acho que o pessoal responsável por estes totens presumiu que maior parte dos viajantes viajassem no sentido Diamantina-Paraty. Chega em um momento que tem duas placas indicando o caminho para Serro e o totem esta exatamente no meio da bifurcação. Eu realmente não sabia para onde ir. Minha sorte é que estava com muita fome e o caminho da direita indicava Alvorada de Minas a 8km. Então segui o instinto, e fui para Alvorada.
Neste momento ficou ruim meu estado físico. Lembra que eu tinha dito do lanche “saudável” que tinha feito em Córregos?? Os atletas de resistência sabem que não é bom comer muito açucares por que eles cem rápido na corrente sanguínia dando um pico de glicose, que baixa muito rápido dando hipoglicemia. Minha vista foi ficando escura e foi acabando a minhas forças. Sem contar que este trecho que marcava 8 km eram todos de subida e que subida!!
Fui mantendo um ritmo fraco e consegui chegar em Alvorada de Minas. Minha sorte é que tinha uma pousada que servia um PF muito bom. Parei e não deu outra comi aquele “pratão”. Descansei só um pouquinho e segui até Serro.
Dei sorte pois este trecho esta sendo asfaltado e a estrada esta parecendo um tapete. Mas minha sorte hoje vai ser o azar de amanhã de muitos cicloturistas perdendo um trecho em terra.Cheguei bem cansado em Serro. Minhas pernas já estão só o caco, o treinamento esta fazendo diferença neste final de viagem. Em uma outra passagem minha pela cidade do Serro conheci uma pousada que tem uma comida muito boa. Parei lá descansar, como já conhecia esta cidade aproveitei para dormi cedo em vez de fazer tour pela noite no centro.

Dia 4: 4/08/08 Tabuleiro 4okm






Até que enfim pude durmi um pouquinho mais, pois hoje não teria que cumprir nenhuma grande distância no dia. Já conheço Conceição do Mato Dentro a algum tempo e sempre ouvi falar da mítica cachoeira de Tabuleiro, mas ainda não tinha conhecido ela.
Aproveitei que estava aqui em Conceição e resolvi ir lá. Ela não fica tão perto da cidade, uns 20 km, então ida e volta, somariam 40 km. O bom é que não precisei levar bagagem, pois ia ir e voltar para mesma cidade. É muito bom pedalar sem peso na bike, da para pedalar mais em pé poupando um pouco a virilha, que a essa altura já estava bem dolorida. Também, estou começando a sentir o cansaço nas pernas, conseqüência dos poucos treinos.
O caminho até La é bem tranqüilo de terra, com algumas subidas longas mais suaves. Cheguei na entrada do parque por volta de umas 11 da manhã. Quando sai de manha lembrei de levar uma bermuda para me banhar, mais não sabia que da entrada do parque até a cachoeira são de 40 minutos andando, e como ando de bike com sapatilha, não tinha nenhum calçado para caminhar. Sorte que o rapaz da portaria tinha um chinelo e me emprestou. Ao sair perguntei se tinha alguém lá na cachoeira, me dissera que tinha um casal. Estraguei a festa deles.
Fui seguindo a trilha e avistei o casal no caminho, só que bem em baixo. A trilha acaba no leito do rio, ai vc tem que seguir meio por estinto até a piscina da cachoeira. O casal tava com dificuldades, alcancei eles rápidos e passei chegando quase uns quinze minutos antes.
Mais como valeu este passeio, é realmente espetacular a cachoeira. Um paredão de rocha se coloca na paisagem com uns 300 metros de altura. Deixando ela esplendida. E forma uma piscina natural grande, o problema é que a água é bem escura cor de coca-cola. Este fenômeno é normal devido a decomposição das folhas dentro da água. Só da um pouco de receio por que você não sabe a onde pode pular sem bater em alguma pedra.
Por sinal este casal é muito gente boa, conversei um pouco com eles e resolvi voltar pois tinha que almoçar ainda. Chegando na portaria do parque o guia que me emprestou seu chinelo indicou o restaurante de sua mãe. Na verdade é sua casa que quando chega algum visitante sua mãe vende pratos de comida. Comi um PF maravilhoso caseiro e ele ainda me ensinou sobre um sitio arqueológico no caminho de volta.
Sai e vim reparando na estrada e achei a placa que indicava o sitio. É umas pedras que ficam bem ao lado da estrada com umas pinturas rupestres lindas, são três desenhos, que estão nas fotos.
Fiz a visita e sai, quando terminei a decida boto a mão no peito e vejo que não estou com minha mochila de hidratação. Tinha esquecido lá no sitio. Voltei subi uma subida de uns 3 km, e lá estava ela bem em cima da pedra que eu deixei peguei e fui embora.
Cheguei no final da tarde em Conceição, aproveitei para descansar, pois amanha tem mais!!

Dia 3: 03/08/08 – Itambé do Mato Dentro – Conceição do Mato Dentro. 67km






Estava em um sono pesado quando comecei a escutar uma algazarra do lado da minha janela. Quando abri para ver, devia ter umas 10 maritacas brigando ou brincando, não sei, mais faziam um barulho do que acorda qualquer um. Melhor acordar com maritacas do que com barulho de ônibus!!
Já levantei e comecei a arrumar as coisas, limpei a bike que estava com muita poeira do dia passado e passei um olho na corrente. Me lavei e fui tomar um café. Muito bom o café, queijo minas, broa, pão e banana. Simples mais bem reforçado o lanche. O melhor é que o café da manhã é servido na varanda da frente da pousada, justo por onde nasce o sol. Era uma manhã espetacular, aquelas que você pretende ter todos os dias da sua vida, vendo o sol e só com barulho de pássaros.
Paguei a pousada e terminei de arrumar as coisas para ir embora. A saída foi bem dura. Após andar uns quintos metros já começa a subir e subir e subir. Achei que ia chegar no céu. Sobe uns 7 km. Porem quando se chega lá em cima é recompensador. Uma visão maravilhosa da Serra do Cipó ao longe. E teve outra surpresa também.
Eu já tinha visto na TV que tinha um senhor que mora em uma pedra nos caminhos da estreada real. Mais não tinha nem idéia de onde era. Quando comecei a descer avistei ele andando em uma trilha. Gritei mais ele não escutou, então desci da bike e fui atrás. Mais adiante o alcancei. Seu nome é Domingos, é bem velinho, me falou que tinha 75 anos e que morava lá a pelo menos 20 anos. Tinha bastante coisa em sua “casa”, garrafas, panelas, etc. conversou bastante comigo falando sobre o entorno de sua casa e do esforço que tinha feito para acabar com as cobras. Senti seu Domingos meio carente pelo jeito que me recebeu, não deve ser fácil morar sozinho no alto de uma montanha. Mais a visão de sua casa é o sonho de muitos alternativos.
Voltei para minha bike e começou um longo trecho de descidas, que as vezes era interrompido por retas com muita areia, que você tinha que descer da bike e empurrar. Quando acabou esta sequência de descidas avistei um rio no vale, quando estou passando vejo uma bike encostada cheia de malas. Era Alexandre, um carioca que estava fazendo a viagem sozinho de bike, mas em sentido inverso ao meu. Parei para dar um mergulho no rio também e refrescar as pernas nas águas geladas e cristalinas. Como é bom estes descansos.
Trocamos algumas dicas de pousadas e restaurantes, e ele me passou a indicação de um restaurante em Morro do Pilar. E que boa dica de Alexandre, realmente era muito boa comida lá. Parei comi um prato feito, para não perder o costume, e descansei bem pouco e segui em frente.
Este dia é realmente muito bonito, mas é muito duro. Confesso que estava sofrendo já pelo acumulo da distancia e as dores na virilha. Novamente, depois de uma descida longa descida, avistei outro rio. Parei para me banhar e dar uma descansada, pois me parecia que pela frente tinha muita subida ainda, eu estava no meio de um vale.
Saindo do rio começou não deu outra, uma longa subida de uns 5 km, subi ela em uma constância boa mas com dores no corpo. Ela acaba no asfalto que liga a Serra do Cipó com Conceição do Mato Dentro. Ai foi só descida até Conceição.
Esta cidade já conhecia dos meus passeios pela Serra do Cipó. É muito calma e bonita e abriga uma vegetação linda em seu entorno, que varia da mata atlântica ao cerrado em cima dos morros. Fiquei em uma pousada no centro, por 15 reais a diária com café da manhã. Resolvi também sair um pouco da estrada real e conhecer a cachoeira do tabuleiro no dia seguinte, dizem que é muito bonita, agora chegou minha vez de ir lá.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dia 02/08/08 - Santa Barbara - Itambé do Mato Dentro, 90km










segundo dia:
Acordei cedo, arrumei a bike, fui até a padaria mais próxima e tomei um café da manhã reforçado. Como é importante o café da manhã em uma viagem de bike, se comer mal pela manhã fica bem comprometido o pedal do dia.
Tudo pronto, um belo dia ensolarado e bonito tudo que precisava para começar a segunda etapa da viagem. Gostei da estadia em Santa Barbara, bem acolhedora a cidade. Logo na saída da cidade já deu para ver as ruínas do tempo da colonização. Uma bonita casa com paredes de pedras, parei um pouquinho para contemplá-la. O gostoso é que você já sai da cidade é pega um pequeno trecho em terra bom para começar o dia. O cheiro de mato, as vacas nos pequenos currais. Lembrou minha infância nas cercanias de Ouro Preto quando visitava meu pai.
Chegando em Barão de Cocais acabou o trecho em terra. O asfalto é bom que rende mais a velocidade, porém tem muitos caminhões e você acaba não ficando relaxado. Em Bom Jesus do Amparo recomeçou a terra. Ainda bem assim da para andar mis relaxado.
Parei na linda cidade de Ipoema para almoçar. Almocei um big prato feito em um restaurante, com direito a bife e ovo frito!!! Enquanto almoçava, um rapaz que morra na cidade vendo minha bicicleta veio conversar comigo. Engraçado, mais parece que a bicicleta tem algo de místico para atrair as pessoas, acho que talvez um cicloturista compartilhe de um sonho coletivo de sair por ai sem rumo, sei lá, só sei que as pessoas vêm conversar com você sem se intimidar.
Este rapaz de que não me recordo o nome me contou um pouco sobre as belezas naturais da cidade de Ipoema. Fiquei encantado com lugar pela descrição dele, pena passar tão rápido pela região. Também, me contou a história de um cicloturista argentino que passou por lá anos antes viajando sozinho, e que ele conduziu este argentino a uma serra muito bonita que tem na região.
Segui em frente, estava me sentindo bem. Desisti de tentar programar minha viagem e seguir a risca. O melhor é sentir o corpo e andar de acordo com suas respostas. Andar na terra é bem melhor por isso, você fica mais relaxado e curte a paisagem, e de verdade é muito bonita esta região. A vista do pico do Itambé impressiona pelo seu tamanho no horizonte.
Depois de um longa descida a visto na frente outro biker subindo. Era Fernando que estava fazendo o sentido inverso do meu. Trocamos algumas figurinhas sobre a estrada e lugares para ficar. Fernando já estava terminando seu trajeto, tinha saído de Diamantina e ia até Catas Altas. O mais impressionante é ver que ele estava compartilhando da mesma satisfação que eu de estar viajando.
Segui em frente e após algumas longas subidas, estava a pacata e bonita cidade de Itambé do Mato Dentro. Estava me sentindo bem ao chegar na cidade, porem tinha pedalado 90 km e estava cansado, louco para achar uma pousada. Segui umas placas que indicavam uma pousada, acho que foi a pior burrice da viagem. A pousada era no alto de um morro muito, mais muito inclinado. E chegando lá em cima, a pousada custava 80 reais a diária. Impossível!!! Minha média de gasto para dormir não pode passar de 20 reais por dia, estudante né!!!
Desci tudo de volta e achei uma pousadinha bem no centro por vinte reais com café da manhã, e ainda serviam a janta lá, ou seja, não teria que andar nada para comer. Peguei um quartinho bom, tirei as coisas e fui correndo tomar um banho. As 7 da noite já estava pronta a janta, comi bem e sai para dar uma volta.
Itambé do Mato Dentro é uma pequena cidade aos pés das montanhas, com muita água. Diziam as línguas dos nativos que é única cidade de Minas com 100% de tratamento de esgoto. Não sei, mais o rio que corta o centro é bem limpo. Lá pelas 9 da noite já estava na cama deitado com as pernas um pouco dolorida, mais o pior era a virilha, acho que estava um pouquinho desacostumado das longas distancias.