terça-feira, 12 de maio de 2009

Dia 02/08/08 - Santa Barbara - Itambé do Mato Dentro, 90km










segundo dia:
Acordei cedo, arrumei a bike, fui até a padaria mais próxima e tomei um café da manhã reforçado. Como é importante o café da manhã em uma viagem de bike, se comer mal pela manhã fica bem comprometido o pedal do dia.
Tudo pronto, um belo dia ensolarado e bonito tudo que precisava para começar a segunda etapa da viagem. Gostei da estadia em Santa Barbara, bem acolhedora a cidade. Logo na saída da cidade já deu para ver as ruínas do tempo da colonização. Uma bonita casa com paredes de pedras, parei um pouquinho para contemplá-la. O gostoso é que você já sai da cidade é pega um pequeno trecho em terra bom para começar o dia. O cheiro de mato, as vacas nos pequenos currais. Lembrou minha infância nas cercanias de Ouro Preto quando visitava meu pai.
Chegando em Barão de Cocais acabou o trecho em terra. O asfalto é bom que rende mais a velocidade, porém tem muitos caminhões e você acaba não ficando relaxado. Em Bom Jesus do Amparo recomeçou a terra. Ainda bem assim da para andar mis relaxado.
Parei na linda cidade de Ipoema para almoçar. Almocei um big prato feito em um restaurante, com direito a bife e ovo frito!!! Enquanto almoçava, um rapaz que morra na cidade vendo minha bicicleta veio conversar comigo. Engraçado, mais parece que a bicicleta tem algo de místico para atrair as pessoas, acho que talvez um cicloturista compartilhe de um sonho coletivo de sair por ai sem rumo, sei lá, só sei que as pessoas vêm conversar com você sem se intimidar.
Este rapaz de que não me recordo o nome me contou um pouco sobre as belezas naturais da cidade de Ipoema. Fiquei encantado com lugar pela descrição dele, pena passar tão rápido pela região. Também, me contou a história de um cicloturista argentino que passou por lá anos antes viajando sozinho, e que ele conduziu este argentino a uma serra muito bonita que tem na região.
Segui em frente, estava me sentindo bem. Desisti de tentar programar minha viagem e seguir a risca. O melhor é sentir o corpo e andar de acordo com suas respostas. Andar na terra é bem melhor por isso, você fica mais relaxado e curte a paisagem, e de verdade é muito bonita esta região. A vista do pico do Itambé impressiona pelo seu tamanho no horizonte.
Depois de um longa descida a visto na frente outro biker subindo. Era Fernando que estava fazendo o sentido inverso do meu. Trocamos algumas figurinhas sobre a estrada e lugares para ficar. Fernando já estava terminando seu trajeto, tinha saído de Diamantina e ia até Catas Altas. O mais impressionante é ver que ele estava compartilhando da mesma satisfação que eu de estar viajando.
Segui em frente e após algumas longas subidas, estava a pacata e bonita cidade de Itambé do Mato Dentro. Estava me sentindo bem ao chegar na cidade, porem tinha pedalado 90 km e estava cansado, louco para achar uma pousada. Segui umas placas que indicavam uma pousada, acho que foi a pior burrice da viagem. A pousada era no alto de um morro muito, mais muito inclinado. E chegando lá em cima, a pousada custava 80 reais a diária. Impossível!!! Minha média de gasto para dormir não pode passar de 20 reais por dia, estudante né!!!
Desci tudo de volta e achei uma pousadinha bem no centro por vinte reais com café da manhã, e ainda serviam a janta lá, ou seja, não teria que andar nada para comer. Peguei um quartinho bom, tirei as coisas e fui correndo tomar um banho. As 7 da noite já estava pronta a janta, comi bem e sai para dar uma volta.
Itambé do Mato Dentro é uma pequena cidade aos pés das montanhas, com muita água. Diziam as línguas dos nativos que é única cidade de Minas com 100% de tratamento de esgoto. Não sei, mais o rio que corta o centro é bem limpo. Lá pelas 9 da noite já estava na cama deitado com as pernas um pouco dolorida, mais o pior era a virilha, acho que estava um pouquinho desacostumado das longas distancias.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Estrada Real. De Ouro Preto até Daimantina.



COMO SURGIU A IDÉIA-


Sou apaixonado por bike deste pequeno. Bom se bicilceta não me deu tudo que tenho na minha, garanto que pelo menos é responsável por grande parte da formação da minha personalidade. e outra grande paixão - que inclusive é da minha família inteira - é viajar. bom, por que não unir as duas coisas? esta vontade começou quando vim morrar em Ouro Preto. tinha parado de competir de bike, e apenas usava ela como veiculo e hobby. fazia tempo que eu estava estudando para passar no vestibular, e confesso já não tinha mais paciencia para estudar por mais um período. então recorri a velha tática da minha vó, fiz a promessa que se passace no vestibular iria fazer a Estrada Real, antiga rota do ouro e do diamante da época da colonia.


E não é que deu certo, passei no meio de 2006, para o curso de filosofia na UFOP. Só faltava agora pagar a promessa. Bom, cheguei na faculdade muitas festas, muita bebida e preparo fisíco... depois até que no ano de 2007 fiquei um pouquinho mais treinado, mais ai faltou o dinheiro. Até que nas férias de 2008, um amigo meu fez a viagem de Diamantina até Ouro Preto, e confesso que foi a fonte inspiradora. Apenas um detalhe, fazia 40 dias que eu não pegava na bike, porém estava de férias e tinha dinheiro.


A VIAGEM-


Primeiro dia, Ouro preto - Sta. Bárbara, 1/08/08:



Sai de Ouro Preto por volta das 9:30 da manhã, o dia estava bonito e eu apenas um pouquinho nervoso pela distância que tinha pela frente. desci até Mariana e fui seguindo os marcos da ER. o trecho entre Mariana e Santa Rita Durão é muito bonito, uma estrada de terra bem aberta com uma vegetação que nas baixadas é mata atlantica e quando se sobe mais cerrado. quase o tempo interio anda-se tendo a visão da montanha do Carraça. Estava me sentindo bem, fiz um ritmo tranquilo, nem muito forte e nem muito fraco. Em Bento Rodrigues parrei para fazer um lanchinho e procegui. de Santa Rita durão para frente a foi um pouco tenso o pedal, pois este trecho é de rodovia e graças as mineradoras - que além de destruir muito a natureza - enchem as estradas de caminhão. meu objetivo deste dia era chegar até Catas Altas, mais estava me sentindo bem e resolvi proceguir um pouco mais. derrepente quando passo um pouco Catas altas começa a me bater uma fome e eu não tinha mais nada na bagagem e nada de posto nem trailler na bera da estrada. por um momento achei que situção ia ficar ruim, ai a 1 km de Sta. Bárbara uma vendinha que fazia prato feito na beira da estrada, não pensei duas vezes e parei para comer um prato feito, e diga de passagem que prato feiro!!! aproveitei e pedi umas dicas de hospedagem na cidade. estava procurando a pousada indicada pelo dono da venda, quando fui pedi informação num posto e descobri que els alugavm uns quartinhos no fundo, estava tão cansado que não pensei duas vezes e fiquei por la mesmo. tomei um banho durmi umas duas horas e sai para conhecer a cidade e jantar. Sta. Bárbara é muito bonita com construções da época da colonia, fiz um passei, jantei, sentei na praça para descansar e fui dormi pois a via gem estava apenas começando.